Escrever pode ser igual a comer uma Pizza!

Você também faz parte da grande maioria das pessoas, que só de pensar em escrever, já se sente intimidado?

Quando senta em frente à tela em branco de seu computador para começar a escrever de fato, torna-se uma tarefa mais assustadora ainda.

Até mesmo para escritores experientes, ao iniciar a primeira frase de sua história, pode se tornar algo muito difícil, devido as dúvidas sobre o tema escolhido,que começa a brotar em sua mente.

Comigo também era igual, mas ao longo do tempo, fui aprimorando e desenvolvendo métodos que me ajudaram a aumentar minha produtividade, foco e criatividade, evitando a temida procrastinação e o bloqueio de escritor.

Quando se trata de escrita, tanto para pequenos artigos quanto para livros imensos, a maioria das pessoas tendem a procrastinar na tarefa de escrever, e pior, não fazem ideia por onde começar, ou dar sequência a história já começada.

Um dos métodos que criei e funcionou muito bem é o que chamo de “Método da Pizza”, onde cada tarefa é executada em pequenos pedaços, ou fatias, que são detalhadas em passos, com data de entrega para cada “fatia”, ou execução.

Desta forma, você consegue evitar a temida procrastinação e apresentar uma visão melhor do projeto, pois desta forma seu cérebro tem a percepção e a satisfação de realizar entregas em períodos reduzidos, criando motivação para finalizar cada etapa.

Vamos as fatias?

Primeira Fatia: A Ideia

Nesta primeira “Fatia da Pizza”, vamos tratar do desenvolvimento de ideias.

Aqui é onde surge o assunto que você irá tratar em sua história, o importante neste caso é que você não precisa ter toda trama desenhada, nem os personagens desenvolvidos, apenas a ideia principal.

Caso não tenha a ideia desenvolvida ainda, neste artigo você pode encontrar mais detalhes sobre como desenvolver ideias.

Porém, com a ideia em mente, você precisa expandi-la, para isso, a forma mais rápida e simples para fazer isso é, utilizar um recurso que facilite a leitura geral desta ideia.

O que utilizo neste caso e recomendo, é desenvolver um mapa mental que forneça todas as informações sobre o assunto que pretendo escrever, que neste primeiro momento trata-se somente da ideia.

Veremos mais detalhes sobre mapas mentais e como utiliza-los em sua escrita, mais adiante.

A ideia sobre sua história pode surgir por vários canais como, ao assistir um filme ou seriado, durante a leitura de um livro de seu gênero preferido, através de comentários de pessoas num ambiente descontraído como festas ou num bar, ou até mesmo através de notícias de um jornal ou revistas.

Segunda Fatia: Pesquisar

Após desenvolver sua ideia, a próxima fatia a ser consumida, será realizar pesquisas sobre o assunto da sua história.

Esta pesquisa é elaborada nas informações necessárias para que você tenha coerências nas informações e conhecimentos específicos sobre algum assunto que você não domine.

Ninguém é expert em todos os assuntos possíveis, que possam existir dentro de uma trama, como exemplo: a dupla personalidade de um personagem, sobre o estilo de roupa do século XVI, ou sobre como é formado o buraco negro, tudo isso são informações distintas que necessitam de pesquisa, para obter conhecimento e apresenta-los em sua história.

A pesquisa, não necessariamente, precisa ser realizada no início da escrita, ela pode ser efetuada durante o desenrolar da trama, nada impede que isso seja feito, até porque, quando a história é criada, as direções que ela toma ainda estão em aberto, e podem seguir por diversos caminhos distintos.

As pesquisas podem ser realizadas através de livros específicos sobre o assunto a ser tratado, exemplo; se o personagem é um cozinheiro e você como escritor (a), não chega nem perto do fogão, o ideal é que realize diversas pesquisas básicas sobre culinária, que pode ser através de livros de receitas, vídeos na internet ou mesmo através de uma conversa com uma pessoa que você conheça e entenda do assunto.

Todas estas informações devem ser armazenadas na ficha do personagem, pois elas serão utilizadas durante o avanço da história.

Para isso, além das informações específicas, vale a pena anotar os links de buscas na própria ficha, pois eles poderão ser necessários em pesquisas futuras.

Terceira Fatia: Mapas Mentais

Esta parte, ou Fatia, trata da montagem da estrutura, organização e planejamento de sua escrita, com as datas de cada entrega.

Isso vale para pequenos artigos igual a este, ou para livros grandiosos, pois quando você organiza as ideias, fica mais fácil identificar qual o próximo passo a ser seguido e quais já foram concluídos, você consegue prever o tempo necessário para finalizar a escrita de um capítulo, qual o modelo de capa pode ser utilizado, ou que tipo de linguagem empregar na escrita, tudo isso pode ser organizado no mapa mental.

A criação dos mapas mentais, podem ser elaborados através de programas de computador ou numa folha de papel, ambos fazem o mesmo resultado, convém a você, determinar qual modelo atende melhor ao seu ambiente ou facilidade na elaboração.

Eu utilizo o modelo digital, pois a praticidade de poder acessar por diversos aparelhos e lugares distintos, favorece a escrita e o planejamento.

Neste artigo, apresento o modelo de mapa mental que utilizo e como fazer para obtê-lo.

Quarta Fatia: Escrever uma boa introdução

Fazer o leitor se interessar pela leitura de seu texto, não é uma tarefa fácil, principalmente se você é um escritor (a) principiante.

Sua principal tarefa neste caso é fazer com que ele não abandone a leitura, logo nas primeiras páginas de seu livro.

É neste momento que a introdução tem um papel essencial dentro da história, ela deve ser escrita visando gerar expectativas para chamar o leitor à ação.

Um dos maiores erros que ocorrem em alguns livros é, iniciar a história sem “preparar o terreno”, para que o leitor fique desesperado em descobrir o que ocorrerá com determinado personagem na próxima cena.

Uma das técnicas de escrever uma introdução que prenda a atenção dos leitores é escrever uma cena de ação, misturada com intrigas e dúvidas.

Um escritor que consegue fazer isso muito bem é Dan Brown, no seu livro Inferno, por exemplo, a cena de ação prende o leitor no primeiro momento, gerando dúvidas de quem são os personagens, porque estão agindo daquela forma e fechando com um suicido.

Tudo isso, aguça a curiosidade dos leitores, para descobrir o que acontece com os personagens nos próximos capítulos.

Como disse, a introdução e as primeiras linhas são essenciais, porém esta técnica deve ser aplicada em todos os capítulos, desta forma você evita que seu texto fique monótono e mantem um estilo próprio de escrita.

Se você conseguir empregar um estilo próprio, seus textos, serão reconhecidos pelos leitores, que ficarão mais propensos em acompanhar seu trabalho.

Caso você falhe em captar a atenção do leitor nas primeiras linhas, seu texto será apenas mais uma ideia que morreu por não gerar interessante o suficiente.

Quinta Fatia: Escrever o conteúdo

Como vimos anteriormente, o objetivo da introdução é gerar expectativas no leitor, para que ele se interesse em prosseguir com a leitura.

Após este primeiro momento, a próxima fatia é escrever um conteúdo coerente, de forma que todas as partes do seu texto se encaixem perfeitamente, sem contradições ou pontos falhos.

O conteúdo precisa seguir a mesma linha de gerar expectativas, porém, com o desenrolar da trama através dos capítulos, você precisa incluir “ganchos”, que serão utilizados nos próximos capítulos.

Estes “ganchos”, são formas de manter o interesse do leitor na leitura e, definir o que será encontrado nas próximas linhas de seu livro.

Durante a escrita de seu livro, somente você conhece a história que será escrita, por isso você deve definir em quais partes, os ganchos devem ser inclusos, porém o ideal é que eles se encaixem próximos ao fim do capítulo, para que gere curiosidade dos leitores em saber o que acontece com determinada cena no próximo capitulo.

Você pode perceber melhor estes ganchos, ao assistir seriados ou novelas, onde neles o autor planeja a cena no momento exato que deve ser interrompida, desta forma ele consegue fazer com que o telespectador aguarde ansioso pelo próximo episódio.

Este é o objetivo a ser alcançado, se você conseguir isso, tenha certeza que sua história será um sucesso entre os leitores e, seu estilo será lembrado mesmo que seus leitores não saibam que foi você que escreveu determinado texto.

Sexta Fatia: Revise, revisar é qualidade

Qual o intuito de revisar um texto?

Podemos citar vários exemplos, mas os principais motivos pelos quais você deve revisar seus textos são; para evitar os erros, (principalmente se você utiliza editores de textos) e para modificar parte da história, que você entende ser necessário.

A revisão é importante, pois sem ela seu livro fica mais suscetível aos erros e, isso mancha sua imagem como escritor (a) e pode fazer seus leitores abandonaram o livro.

Quando você busca ajuda de uma editora para publicar seus livros, o papel do editor é realizar uma revisão no seu texto para identificar possíveis erros e, apresentar dicas para melhora-lo.

Mas de você decidiu fazer sua própria publicação, seu papel além de escritor (a) será também de editor.

Para realizar uma boa revisão, o ideal é que após finalizar cada capítulo, você faça a revisão dele aplicando os mesmos conceitos, buscar correção de possíveis erros e realizar pequenas alterações no texto, afim de melhorar o entendimento e coerência da história.

Ao final da escrita de seu livro, procure se afastar alguns dias da sua história, depois de alguns dias de descanso, volte a fazer uma última revisão, do texto todo como se fosse o primeiro leitor, antes de publicar sua obra.

Ao revisar seu livro, não inclua palavras de difícil compreensão, isso pode parecer que você seja uma pessoa culta, porém afasta os leitores, pois torna a história mais complicada para se entender.

Você pode optar em contratar profissionais que realizam trabalhos de revisão, neste caso você poupa bastante tempo, além de ter outra pessoa lendo sua obra e que pode dar opiniões em determinadas palavras ou parte do texto, a favor de melhora-lo.

Mais abaixo, mencionarei o canal que você pode encontrar estes profissionais.

Sétima Fatia: Elabore o título ideal

Segundo pesquisas do IBOPE para o Instituto Pró Livro, o título de um livro é uns dos principais motivadores para leitura e aquisição de um livro, pelos leitores.

Pois o título é a primeira conexão que você tem com os leitores, e isso não pode falhar, senão todo seu trabalho poderá ser perdido, pois se ninguém se interessar nem pelo título do seu livro, não terá paciência para ler o conteúdo.

Um dos recursos que você pode utilizar para elaborar um bom título é realizar pesquisas, aquelas já comentadas neste artigo, mas desta vez voltadas especificamente ao título.

Consulte quais são os títulos mais procurados e lidos nos últimos tempos, mas tenha cuidado para não elaborar o mesmo título de um livro famoso só por causa do nome.

O título de seu livro deve estar coerente com a história, senão você não terá credibilidade para apresentar os próximos livros aos leitores.

Imagine um livro que conte um drama sobre o sequestro de um filho e, o título seja “Os Cavaleiros da Alvorada”.  Um título destes remete mais a época medieval do que a era moderna.

A pesquisa dos títulos tem o propósito de apresentar quais os nomes são mais bem vistos pelos leitores, assim você consegue elaborar um título que caia no gosto desses leitores.

Você pode realizar um brainstorm com as ideias que você tiver, mas pense sempre nos fatores, títulos mais buscados e sobre o que é sua história.

Oitava Fatia: Crie uma capa matadora

Analisando a mesma pesquisa mencionada acima,depois do título, a capa de um livro é o segundo fator que mais motiva os leitores a se interessarem por sua obra, ele é o primeiro modelo visual que o leitor tem para identificar seu livro entre os outros concorrentes.

Hoje em dia, algumas pessoas ainda julgam o livro pela capa e, neste artigo eu mostro porque não se deve julgar um livro pela capa.

É certo que a capa de um livro deve chamar bastante atenção e atrair o leitor para querer lê-lo, mas assim como o título, a capa deve conter elementos que transmitam o sentimento que sua história pretende contar.

Para isso, o melhor é contratar um designer profissional (capistas), que pode elaborar modelos de capas baseado em suas informações e gosto.

No site www.workana.com você encontra profissionais que realizam este tipo de trabalho, além de vários outros como revisão.

Caso você deseje realizar a confecção da capa de seu livro, você pode utilizar programas como canva, no site www.canva.com você encontra modelos prontos na faixa de 1 dólar, ou pode utilizar a ferramenta para criar conforme sua própria vontade.

CONCLUSÃO

Como você percebeu, as “Fatias da Pizza” apresentadas acima, são dicas de como você pode escrever um livro em pequenos pedaços e, dar uma visão menor sobre o esforço que será empregado nesta jornada.

Mesmo com esta visão, você precisa estar disposto (a) a injetar a dose de energia necessária para que este projeto chegue até o final.

O importante é dar pequenos passos na direção certa, planeje as horas disponíveis que você tem para se dedicar a escrita e pesquisa de seu livro, faça a revisão ao final de cada capítulo, inserindo os ganchos para os próximos.

Faça das primeiras linhas, um artificio para gerar expectativas e interesse dos leitores pela leitura de seu livro.

Elabore um título e capa que chamem a atenção e interesse pela leitura, contrate um profissional que possa te auxiliar na criação destes itens.

Mas sempre tenha em mente que o produto final será a realização de seu sonho de escrever um livro, não meça esforços para realizar esta conquista.

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