7 dicas para escrever um livro infantil

Neste mês das crianças vamos falar sobre a literatura infantil.

Algumas pessoas pensam que escrever livros infantis é mais fácil do que escrever livros para adultos.

Porém não é bem assim, todos eles possuem a peculiaridade de seu gênero, sendo um desafio distinto pelo entendimento de cada tema abordado.

Para escrever histórias infantis, você pode utilizar a mesma forma para criação de histórias para adultos, ou seja, através de estruturas

Para moldar melhor o entendimento descrevi sete dicas para auxiliar os escritores, na criação de histórias deste gênero, principalmente para aqueles que estão iniciando.

 1 – Ler vários livros infantis

A primeira ação que você deve ter é ler o maior número de livros infantis que você conseguir, pois quanto mais conhecimento deste gênero você tiver, melhor será o retorno de sucesso que terá com suas histórias.

Principalmente se você pretende escrever este tipo de história, mas não sabe o que uma criança busca ao ler um livro infantil.

Ao ler vários livros, você terá noção do que pode ou não escrever, qual o tipo de linguagem empregar e qual a estrutura utilizada.

Neste artigo, eu escrevi mais alguns motivos pelos quais a leitura é importante, não só para quem deseja escrever um livro infantil, mas para outros benefícios.

 2 – Como atrair os “Pequenos”

A forma de atrair o público infantil é diferente da forma de atrair o público adulto.

O gosto de uma criança por livros na época em que vivemos hoje, deve partir e ser incentivado pelos pais, responsáveis, pelos professores, ou por demais pessoas que estão envolvidas diretamente com a criança.

Nesta era da informação, a tecnologia cria uma bolha que atrai a atenção facilmente, e impede que a criança que tenha uma vida social de pessoa/pessoa, e não de pessoa/máquina, e pior, o incentivo pela educação e leitura se restringe a buscas pelo gigante da internet, e por uma linguagem própria, utilizando abreviações quase indecifráveis através dos aplicativos de smartphones.

Não que eu seja contra a tecnologia, longe disso, mas acredito que ela, assim como todas as invenções já criadas pelo homem trazem seus benefícios, mas possuem os ‘dois lados da moeda’, como diz aquela máxima “Tudo em excesso é prejudicial”.

Portanto, atrair a atenção das crianças por livros e leitura diária vai depender de quanto ela está incentivada. Depois vem a questão da faixa etária e das técnicas de cores aplicadas na capa e nas ilustrações de seu interior.

O importante ao escrever uma história infantil, é entender o que a criança deseja ler ao selecionar seu livro, você não deve escrever a esmo, forçando a criança a se interessar por sua história, é preciso entender o que a criança busca.

Para descrever uma história atraente, pesquise pelos livros infantis mais lidos e procurados por elas, nunca esquecendo a faixa etária que pretende trabalhar, e entenda a verossimilhança e, crie uma história baseada nestes fatos.

3- Como prender a atenção

A forma certeira de prender a atenção de uma criança pela leitura, parte desde a ilustração da capa, do título até a diagramação, não necessariamente nesta ordem, mas com estes três conceitos bem executados, você já tem uma aprovação prévia.

Na história em si, o mais usual é aguçar a curiosidade da criança, fazendo com que ela tenha interesse em descobrir os próximos passos da história.

Para isso podemos utilizar a mesma técnica aplicada nas histórias de livros para o público maior, como por exemplo os ganchos, que aqueles elementos que prendem a atenção do leitor.

O importante na utilização dos ganchos é que eles devem constar desde o início da história, ou seja, nos primeiros parágrafos, pois assim a criança não desistirá da leitura.   Criando mais situações assim durante as fases da história, as chances da criança seguir até o final da leitura aumenta consideravelmente.

Se você tem dificuldades para criar ganchos que prendam a atenção, uma forma de desenvolver esta técnica é criar situações inesperadas, conforme exemplo abaixo:

“ Marieta era uma menina impaciente, vivia correndo pelo parque atrás das borboletas.
Seu maior desejo era de ter asas iguais a elas, queria voar de jardim em jardim cercada pelas flores e pelas imensas árvores que a rodeava.  
Marieta dormia e acordava com este sonho, até que um belo dia ela se levanta e caminha em direção ao espelho.
A expressão de espanto, é suprimido pela bela visão de duas grandes e belas asas azuis que brotam de suas costas.
O desejo de Marieta acabava de se tornar realidade, agora a impaciência era para realizar seu primeiro voo e sentir o vento em seu rosto.
Queria voar para bem longe….
Eita Marieta Borboleta, agora contente por ter asas, mas impaciente por voar.”

O gancho é aplicado para que o leitor continue com a leitura, neste caso específico foi utilizado para descobrir como será o primeiro voo da Marieta.

Perceba que neste tipo de história, a imaginação auxilia muito na elaboração dos ganchos e desta forma, prender a atenção dos pequenos leitores.

4 – Estruturar a história

Assim como toda a história de ficção deve possuir uma estrutura que o guiará até o desfecho, uma história infantil também precisa de uma, mas claro que não precisa ser igual uma grande história de Best Seller.

O importante aqui é que pelo menos seguir a estrutura básica como o início que chame a atenção, e digo início desde a criação do título.

A evolução ou desenrolar da história com ganchos aplicados de forma que instigue a curiosidade da criança por continuar a leitura.

Aplicar um ponto mais alto, algo como um conflito ou uma situação controvérsia, criando um clímax com mais ação.

E o desfecho, onde a mensagem deve ser passada de forma clara, para que não surgir dúvidas ou falta de coerência na história.

Lembrando sempre que cada parte da estrutura deve conter os elementos básicos que lemos anteriormente, como, aplicar os ganchos de forma que prenda a atenção das crianças, criar situações inesperadas, e aguçar a vontade de querer ler mais.

Desta forma também, você tem deixa boa impressão e interesse por suas histórias, consequentemente atrair os pequenos leitores para seus próximos livros.

5 – Escrever o que eles desejam

Quando escrevemos para o público infantil, uma parte essencial que os pequenos leitores procuram, é a ação da história e o movimento dos personagens e os cenários por onde eles passam.

Se você conseguir aplicar muito bem os cenários com descrições mais diretas, com muita imaginação e criar empatia dos leitores pelos personagens descritos, suas chances de sucesso aumentarão muito.

A construção dos diálogos, devem ser diretos ao ponto, sem rodeios, mas enganam-se quem pensa que crianças não são críticas, nesta era da informação conforme descrito no início deste artigo, as crianças estão mais participativas e suas opiniões são muito válida.

 

6 – Inclua a criança como personagem

Crianças gostam de histórias onde elas se identificam com os personagens, em especial com personagens que elas conhecem.

Se você incluir uma criança na história, sendo ela a protagonista, provavelmente reforçará a imaginação desta criança, fazendo-a pensar que ela é capaz de realizar feitos incríveis através das histórias.

As crianças querem se sentir importantes e capazes de realizar feitos gloriosos e, através da leitura ela se sente dentro da própria fantasia.

Por isso, ao escrever uma história, você pode incluir personagem infantil que possa ser substituídos pela criança que está lendo ou escutando a história, com ações, diálogos e brincadeiras.

7 – Deixe a criança interpretar o texto

Após criar a história, seus diálogos, a estrutura e seus personagens, é comum achar que as crianças precisam de um texto bem explicativo.

A principal intenção de escrever um livro infantil é deixar a criança ter sua própria imaginação e criar cenários em sua mente.

Explicar tudo com detalhes, não permite que a criança crie, gerando um desconforto, limitando-a e gerando desinteresse, este é um erro bem comum.

Não subestime a capacidade de uma criança, pois elas tem maior poder de aprender novas palavras e diversificar seu vocabulário.

Portanto, permita que a criança tenha imaginação sobre a história que ela está lendo.

Se ela ainda não souber ler e você for o narrador, leia a história no ritmo dela, fazendo com que ela entenda e gere interesse pelo desenrolar da história.

Por enquanto é isso.  Escrever um livro infantil requer que seus pensamentos e sua imaginação estejam criativos, para isso reforço que o principal é ler bastantes histórias infantis.

Uma dica é ler as histórias de Hans Christian Andersen, reconhecido como o maior escritor de histórias infantis.

Até breve
Helder

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